Justiça limita movimentação financeira de interventores do Consórcio Guaicurus em Campo Grande

  • 21/07/2026
(Foto: Reprodução)
Terminal de ônibus em Campo Grande Divulgação O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) suspendeu temporariamente, nesta segunda-feira (20), parte dos poderes dos interventores que atuam no Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande. Um dos pontos suspensos foi a autorização para que os interventores movimentassem livremente os recursos financeiros da empresa. A decisão determinou que os valores da intervenção sejam administrados por meio de uma conta própria vinculada à prefeitura de Campo Grande e destinada exclusivamente à medida. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Segundo o desembargador Vilson Bertelli, a legislação municipal estabelece regras específicas para a administração dos recursos durante a intervenção, e os interventores não podem ter poderes ilimitados sobre o dinheiro do Consórcio Guaicurus. Agora no g1 A decisão, no entanto, não encerrou a intervenção determinada pela Justiça no transporte coletivo da capital. O TJMS apenas suspendeu parte das medidas que haviam ampliado a atuação dos administradores provisórios da empresa. A determinação foi dada em um agravo de instrumento apresentado pelo Consórcio Guaicurus contra uma decisão anterior da Justiça. Na prática, o tribunal entendeu que a intervenção continua valendo, mas que alguns poderes concedidos aos interventores devem ser reduzidos até o julgamento definitivo do recurso. Outros pontos suspensos Além da movimentação financeira, o TJMS também suspendeu a extensão da intervenção para as contas de empresas ligadas ao Consórcio Guaicurus. Conforme a decisão, a medida deve atingir apenas a empresa responsável pela concessão do transporte coletivo, e não outras empresas do mesmo grupo que não prestam esse serviço. Outro ponto suspenso foi a classificação da ação como um "processo estrutural". O desembargador entendeu que essa definição ocorreu sem que as partes fossem ouvidas previamente, o que levantou questionamentos sobre o respeito ao contraditório previsto no Código de Processo Civil e em normas do próprio TJMS. A decisão também aponta que a manutenção da intervenção administrativa junto com determinações judiciais sobre a gestão financeira poderia gerar conflitos entre as atribuições do Executivo e do Judiciário, com possível impacto na continuidade do serviço. O que continua valendo Apesar das mudanças, o TJMS manteve a intervenção no Consórcio Guaicurus. Também continuam valendo a revogação do bloqueio das contas e a liberação dos recursos financeiros da empresa. Esses pontos foram mantidos porque não foram questionados pelo Consórcio Guaicurus no recurso apresentado ao tribunal. Na prática, a decisão reduziu temporariamente os poderes dos interventores, mas não encerrou a intervenção no transporte coletivo de Campo Grande. Próximos passos Após a decisão do relator, a parte contrária será intimada para apresentar resposta ao recurso. Depois dessa manifestação, o processo será encaminhado à Procuradoria-Geral de Justiça para análise. A suspensão dos pontos questionados pelo Consórcio Guaicurus continuará valendo até o julgamento definitivo do agravo de instrumento pelo TJMS. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/07/21/justica-limita-movimentacao-financeira-de-interventores-do-consorcio-guaicurus-em-campo-grande.ghtml


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