Operação mira grupo suspeito de aplicar golpe em casal e fraudar titularidade de terreno de R$ 4,5 milhões em Porto de Galinhas
22/07/2026
(Foto: Reprodução) Operação mira grupo suspeito de aplicar golpes com falsas transações de imóveis no Grande Recife
A Polícia Civil informou que investiga um grupo suspeito de aplicar um golpe envolvendo um terreno avaliado em R$ 4,5 milhões na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, no Grande Recife (veja vídeo acima). Segundo as investigações, a organização forjou um documento para tirar a titularidade do imóvel, pertencente a um casal que mora na Califórnia, nos Estados Unidos.
Os detalhes foram revelados em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (22). De acordo com a polícia, Operação Escritura Fria cumpriu cinco mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Ipojuca. Cinco pessoas são suspeitas de participar do esquema. Ninguém foi preso durante a ação.
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As investigações começaram em março deste ano, depois que o casal que vive no exterior tentou vender o terreno que tinha. Nesse momento, eles descobriram que a propriedade estava no nome de uma empresa, sem nunca ter ocorrido um processo de venda.
Como o casal desconhecia a pessoa jurídica que constava como nova proprietária do imóvel, a polícia investigou a procedência dos documentos a partir do cartório de Ipojuca. A delegada Letícia Moreira, responsável pelo caso, afirmou que a falsa transação foi feita em um cartório de Olinda.
"Fomos até o cartório de Olinda, onde eles [suspeitos] conseguiram realizar a suposta compra e venda utilizando uma procuração. Em mãos dessa procuração, descobrimos que ela tinha sido confeccionada no Rio Grande do Norte, em um cartório. Nós submetemos essa documentação ao Instituto de Criminalística, onde obtivemos a confirmação de que aquilo era um documento falso e, a partir daí, a gente começa a investigar o envolvimento de cinco pessoas e o que cada um deles havia cometido dentro desse trâmite", explicou a delegada.
De acordo com as investigações, cinco pessoas estariam envolvidas no crime, sendo uma delas um advogado irmão de um tabelião responsável por um cartório em Parnamirim, no Rio Grande do Norte.
Além dele, estão entre os alvos um despachante, um parente desse funcionário, dois advogados e a empresa que tinha "adquirido" a titularidade do terreno. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
"O advogado seria irmão do tabelião titular do cartório no Rio Grande do Norte e se utilizou disso para fazer movimentações e conseguir facilidade para confeccionar o documento", afirmou a delegada.
De acordo com a delegada Letícia Moreira, o grupo pode responder aos crimes de estelionato, associação criminosa, falsidade ideológica, falsidade de documento público e uso de documentos falsos.
Polícia Civil descobre práticas de estelionato após denúncia de casal que tentou vender terreno em Ipojuca
Polícia Civil de Pernambuco/ Divulgação
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